USANDO O CAPITAL INTELECTUAL NAS EMPRESAS
É perceptível que a informação e o conhecimento constituem os pilares de sustentação
do desenvolvimento de países, sociedades e empresas. Eles refletem a constatação de que a
gestão eficiente do conhecimento é fundamental para que pessoas possam liderar equipes,
atuando em um ritmo mais acelerado, tentando acompanhar a velocidade do mercado e
armazenar cada vez mais informações, para que possam ser convertidas em conhecimento.
A informação e o conhecimento são as armas competitivas de nossa era. São mais
valiosos e poderosos que recursos naturais, grandes indústrias ou vultosas contas bancárias.
Em todos os setores, as empresas bem-sucedidas são as que têm as melhores informações (em
tempo ágil e com boa qualidade) e que sabem usá-las de forma eficaz. A Microsoft e o Yahoo,
por exemplo, não se tornaram grandes empresas por serem mais ricas que a IBM ou a Ford. É
exatamente o contrário: elas tinham algo mais valioso que recursos físicos ou financeiros – o
capital intelectual.
O capital intelectual passou a ser tratado com maior interesse nos meios empresariais e
acadêmicos a partir do início da década de oitenta, em função de diversos estudos
desenvolvidos na área.
Vianna (1998), relata que o capital intelectual busca observar o conjunto de ativos
intangíveis de um empresa, sendo ativos decisivos no desempenho da empresa que no entanto
não são considerados pela contabilidade, sendo tão importante que em alguns casos supera o
valor dos capitais tangíveis da empresa.
Edvinsson e Malone (1998), sugerem que o capital intelectual pode ser uma nova
teoria, e na prática apresenta-se há muito tempo, entre o valor de mercado e o valor contábil
apresentados as empresas. Stewart (1998), afirma que é o capital intelectual (que constitui a
soma do conhecimento de todos os colaboradores de uma empresa), o que lhe proporciona
vantagem competitiva. Ao contrário da maioria dos ativos, com os quais os empresários e
contabilistas estão familiarizados - propriedade, fábricas, equipamento, dinheiro - o capital
intelectual é intangível.
O autor enfatiza que quando o mercado de ações avalia empresas em três, quatro ou
dez vezes mais que o valor contábil de seus ativos, está contando uma verdade simples, porém
profunda: os ativos físicos de uma empresa baseada no conhecimento contribuem muito
menos para o valor de seu produto (ou serviço) final do que os ativos intangíveis - os talentos
de seus funcionários, a eficácia de seus sistemas gerenciais, o caráter de seus relacionamentos
com os clientes – que juntos, constituem seu capital intelectual.
Stewart (1998), acrescenta que o capital intelectual esta na relação entre os capitais
humano, estrutural e de clientes, não podendo ser tratado em partes distintas. Sendo assim, o
capital intelectual pode ser dividido em três grandes capitais. O capital humano, o capital
estrutural e o capital do cliente são todos intangíveis mas descrevem resultados tangíveis para
os executivos. É a interação entre eles que cria o capital intelectual.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
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